segunda-feira, 20 de junho de 2016

Dois ou cinco anos e a minha maior esperança




     Anos se passaram desde a última vez que escrevi algo para Deus num blog, chega a ser assustador ler meus textos antigos. Talvez alguém me pergunte o porquê eu parei, mas, sinceramente, não consigo encontrar nenhuma resposta plausível para isso. Eu ainda me recordo de algumas coisas que escrevi enquanto estava tendo aula de matemática - só para constar que nunca fui envolvida pelas exatas - isso acontecia porque meus textos caminhavam comigo numa pequena agenda. Eu até acho que o tempo que dediquei a fazer isso me rende coisas boas até hoje. Mas o que eu realmente consigo enxergar é que todos esses textos que escrevi quando tinha quinze e dezesseis anos me trazem a memória a minha maior esperança.

     É muito - MUITO - amedrontador reler as coisas que eu escrevia (se quiser ler, clique aqui) e me dar conta de como Deus mudou tudo. Acho que eu já escrevi sobre isso alguma vez, mas só pra não passar em branco: fazer planos é estar fadado ao fracasso. Se você nunca se deu conta disso, é bom anotar essa frase num cardeninho e abri-lo todos os dias, só para não correr o risco de esquecer. Todos os meus planos de quando eu tinha dezesseis anos foram para o ralo, e pra demonstrar isso mais ludicamente eis um bom exemplo, naquela época eu queria cursar Psicologia e trabalhar com crianças, hoje estou um pouco longe disso (ou seria muito?).

     Dois anos somam desde a última vez que dediquei meu tempo para falar das coisas que Deus me ensinava. Cinco anos que a minha rotina de escrever para Ele não existe. Não dessa forma. É certo que tenho uns textos guardados, mas nada que seja tão sério quanto a rotina de um blog; Até  parece que hoje eu só outra pessoa, que sou outra versão de mim. Mas o que eu queria deixar nesse primeiro texto depois de anos é que por mais que eu tenho mudado  e minha vida tenha virada de ponta-cabeça, Deus ainda me acompanha durante a minha jornada. Ele nunca permitiu que eu seguisse sozinha, e acredite, eu tentei.

     A maior dádiva que pude aprender ao longo desses anos todos é que: não importa. Dá pra entender? Não importa onde você esteve durante esse tempo. Não importa se o seu pensamento mudou, se a sua cidade é outra, se os seus amigos são os mesmo, se você se tornou alguém mais desconfiado, ou se hoje você está em outra fase. Lembra do que foi dito mais cedo sobre meus textos me trazerem a memória a minha maior esperança? Tenho certeza que alguma coisa te faz tê-la também. A esperança nos impulsiona. É como o sopro de Deus, que nos faz caminhar para frente, ainda que não tenhamos mais força, nem direção. É o sopro da vida. N

     Por fim: não se esqueça da sua esperança.


Paula Macena

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Portão de embarque



  Antes de mais nada você precisa entender uma coisa: não é sobre perfeição. Se fosse sobre isso, todos nós estaríamos fora da jogada. Não é sobre quantas pessoas você levou a Cristo, mas sobre quantas pessoas puderam enxergar a perfeição de Cristo em você, mesmo que sua roupa esteja manchada. Então é bom esquecer toda essa história de que você é definitivamente culpado por algo. A culpa está aí só pra levá-lo a ter uma conversa com Deus. E, talvez, nessa conversa vocês virem bons amigos!

   O aeroporto nunca é o destino de alguém. As pessoas que se movimentam por ele precisam fazer isso para chegarem ao desembarque, mas, antes de qualquer coisa, elas sobem para um lugar mais alto. Quem sabe você tenha medo de altura, ou a pressão faça seu ouvido ficar estranho, a questão é que não há como, simplesmente, anular os reflexos do vôo no ser humano.  Ainda que sua mala pese mais do que 23kg, ainda que você tenha que tirar os sapatos para passar por um detector de metais, ainda que haja turbulência, todos os aviões continuarão tendo que subir, seja pra onde quer que eles forem. A culpa, assim como o aeroporto, serve pra você embarcar numa viagem pro céu, e depois, fazê-lo aterrissar.

    Quem faz da culpa lugar eterno se engana ao pensar que Cristo se importa mais com a sujeira que existe na arquitetura do homem do que com a coragem de chamá-Lo pra uma conversa. Então, quando o próximo vier até você, confessar mais um erro que cometeu, diga que a passagem pro vôo do arrependimento é de graça, e que não precisa de assento marcado. 
   
Paula Macena
© Frágil Arquitetura
Maira Gall